Comportamento

Por que precisamos das Resoluções de Ano Novo?

Dezembro é o mês das confraternizações de final de ano. Nos reunimos com os colegas de trabalho, amigos e família. Falamos de como foi o ano que se passou e SEMPRE ouvimos aquela frase: ano que vem eu começo….

Sim, as famosas resoluções de Ano Novo ganham os tópicos das conversas.

De fato, esse período do ano é favorável a novos planejamentos e tomadas de decisão. Além disso, costuma ser o mês de fechamento de metas, auto-avaliação e balanços em muitas empresas.

Ficamos empolgados, como se o ano novo que se aproxima fosse um livro em branco. Ano novo, Vida nova”!

No meu caso, os anos se passaram e junto deles inúmeras listas de resoluções: emagrecer, começar um curso novo, viajar, fazer trabalho voluntário, começar academia, etc. Aquela motivação inicial aos poucos foi se perdendo… Por que?

De acordo com os Professores de Psicologia da Universidade de Toronto, Jane Polivy e Peter Herman, nas primeiras duas semanas de Janeiro tudo funciona perfeitamente, as pessoas ficam comprometidas com as metas estabelecidas. Porém, no final de Fevereiro há um retrocesso.

Os professores argumentam que ocorre a Síndrome da Falsa Esperança. Geralmente, as pessoas estabelecem resoluções que estão em desacordo com a sua realidade: somos excessivamente ambiciosos por querermos realizar mais do que podemos num período de tempo improvável. Subestimamos a dificuldade da própria resolução. Além disso, somos levados a associar a resolução com mudanças em outros campos da nossa vida. Por exemplo, as pessoas muitas vezes querem perder peso porque acreditam que isso vai melhorar sua carreira, saúde e vida social. As mudanças que você esperava muitas vezes não se materializam – levando até mesmo a perda de autoestima.Screenshot_2017-12-11-20-01-05-1

O que eles sugerem é sermos realistas, principalmente no que diz respeito a visão que temos sobre nós mesmos.

Se conhecer é saber quais impulsos nos move para a realização dos nossos propósitos.

O que nos motiva ou nos impulsiona? O que abastece nosso movimento na direção dos nossos objetivos? Quão certo sabemos o que queremos? O que nós realmente queremos? Nossos diferentes desejos parecem alinhados ou em direções distintas? De onde vem nossos desejos – pensamentos ou sentimentos? Quao claramente distinguimos nossos desejos das expectativas de outras pessoas? Até que ponto você acha que está guiando seus desejos versus está sendo dirigido por eles?       

Só você tem essas respostas, talvez a cabeça não seja o melhor lugar para procurá las, talvez exista outro lugar para se olhar. Ouça seu coração, busque seu auto-conhecimento, por que assim, as resoluções podem ocorrer em qualquer época do ano.

Por Bárbara Lopes e Patrícia Silvério

Comentar
Página 3 de 10...2345...10...