Comportamento

Sobre hot dog, inglês e resiliência.

criança

 

Sou daquelas pessoas que não gosta muito de escutar música quando dirige, prefiro o silêncio, o meu silêncio. Adoro observar o movimento das ruas, o olhar das pessoas, o motorista do lado, fico imaginando o que a pessoa está pensando, pra onde ela está indo, faço isso desde de criança, quando ir à “Cidade” com minha mãe era o programa preferido de todo o mundo! Claro que acompanhado do cachorro quente das lojas Americanas, que inclusive parece me que só eu, meus irmãos e minha prima Nalu lembramos, rs. Mas tenho me arriscado e comecei a escutar podcasts – a descoberta do ano,  no meu trajeto.

Numa dessas manhãs, há uns meses atrás, escutei uma neurocientista dizendo que “somos energia em movimento”. Fiquei “viajando” nessa afirmação por muito tempo e me arriscaria complementar sua fala, pra mim somos mesmo é um “pacotão” de energia, e dentro dele está nossos pensamentos, percepções e experiências onde construímos nossas crenças. Nossas crenças fazem de nós aquilo que somos! Conhecer a origem delas é fundamental para o tal movimento que a Doutora falou acontecer. Aquilo que aprendemos desde de criança e adotamos como nossas verdades absolutas. Lembra quando sua mãe gritava da cozinha “Come tudo! Não deixa nada no prato” eu escutei varias vezes isso e um monte de outras coisas também. Muitas dessas experiências de infância me traz e nos traz efeitos positivos e negativos, saber lidar com essas limitações causadas pelas crenças faz parte do nosso processo de evolução e da nossa busca por uma vida mais plena e feliz.

Resolvi então esse ano voltar à estudar inglês e ressignificar minha crença de que “tem coisas que não são pra gente”. Poxa vida! Estou tendo uma dificuldade tremenda no aprendizado e isso tem testado diariamente minha resiliência.   As vezes fico com vontade de faltar à aula, arrumo um monte de coisa pra fazer na hora de sair do trabalho pra não dar tempo de ir, mas percebo minha auto sabotagem a tempo e todas as terças as 19:00 horas estou em sala de aula me divertindo, rindo de mim mesma a cada pronúncia errada. Estou me permitindo!

Para Seligman, o “cara” da psicologia positiva “quando somos atingidos pela adversidade, nossa primeira reação é refletir sobre ela“. A maneira habitual de uma pessoa explicar os maus acontecimentos é bem mais do que as palavras que ela pronuncia quando fracassa em alguma situação, hábito esse que adquirimos na infância e na adolescência e que reflete a maneira que nos vemos no mundo.

O pensamento é a chave para impulsionar a resiliência! E é essa porta que convido vocês a abrir comigo nas próximas semanas, trabalhando nossas crenças limitadoras com muito otimismo e esperança.

Referência:. Florescer – Seligman

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