Mulheres Inspiradoras

Mulher Inspiradora: Mônica Xavier

As mães também precisam de cuidados!!
Essa frase ficou na cabeça de Mônica Xavier por muitos anos e, foi pensando em ajudá-las, que ela criou a Empathiae, cujo foco é dar acolhimento às mães com bebês que têm algum tipo de deficiência. “Meus dois filhos nasceram prematuros e, já naquela época, há 25 anos, sentia que as mães ficavam abandonadas e tinha a necessidade de dar algum tipo de apoio às mulheres. Anos depois, uma antiga chefe teve uma filha com síndrome de Down. Todos falavam da criança, mas não diziam nada da mãe. Toda minha história, solidão, veio à tona  de uma maneira muito forte. A partir daí, comecei a estudar, a fazer cursos  e a dar treinamentos em ONGs. O meu primeiro acolhimento foi há 5 anos. Pouco tempo depois nasceu a Empathiae”, lembra.

Com apoio de voluntários, a Organização oferece, por exemplo,  o serviço “Cuidando de quem cuida”, um espaço no qual as mães recebem cuidados exclusivos (muitas vezes de profissionais com algum tipo de deficiência), enquanto uma equipe capacitada fica com as crianças. A ONG também oferece formação para grupos de pais voluntários para o acolhimento de famílias que recebem a notícia de que seu bebê nasceu prematuro, ou com algum tipo de deficiência, dando apoio e mostrando um futuro possível, além de capacitar mulheres para o trabalho manual e oferecer outros serviços.

Desde que foi fundada, a Empathiae já ajudou cerca de 150 mulheres, que ficam sabendo da ONG pelas redes sociais, por amigos ou profissionais parceiros. Hoje, em torno de 60 são atendidas pela organização. Além de São Paulo, há grupos de acolhimento em Vitória, Belo Horizonte e Caxias do Sul.

Fonte: Revista Crescer

Comentar
Mulheres Inspiradoras

Somos muitas, somos únicas.

post dia

No final do século XIX, em 1910, nos EUA e na Europa uma Senhorinha arretada de nome Clara Zetkin começou o burburinho e deu voz a milhares de mulheres na luta feminina por melhores condições de vida, trabalho e do direito ao voto. Dai então surgiu o dia Internacional da Mulher.
Hoje, dia 8/03/2017 passados 107 anos, aqui estamos, caminhando a passos de formiga mas seguindo em frente no propósito de Clarinha.
E o Brasil vai lavando nossa cara, ocupando a 121º posição no ranking de participação das mulheres na política, com uma taxa de desemprego que é 2 vezes maior que a dos homens e apenas um quarto das mulheres empregadas no setor formal. O salário médio para os homens é 30% maior mesmo com um terço das famílias brasileiras sendo chefiadas por nós. A taxa de feminicídio dobrou entre 1980 e 2011, e hoje uma mulher é assassinada a cada duas horas, a maioria por homens com os quais têm relações íntimas, colocando o Brasil como o sétimo país do mundo com maiores taxas de feminicídio.
Sentimos na pele esses dados, todos os dias, em casa, na escola, no trabalho e vamos nos tornando as modernas mais antiquadas do mundo! Trabalhamos 12 horas por dia, abrimos mão de filhos para aproveitar cada minuto da carreira, queremos ganhar cada vez mais dinheiro, mas não temos tempo de gastá-lo. Nos sentimos culpadas quando deixamos a “trupe” em casa pra tomarmos aquela cervejinha e quando falamos ‘não’ para o dito cujo ou cuja na hora do sexo por puro cansaço.
E no fundo queremos tão pouco…
Queremos ser escutadas, valorizadas! Sonhamos com aquela oportunidade na hora de disputar uma vaga de trabalho ou na política, com a ajudinha na louça do jantar, na troca do pneu do carro e claro da fralda também. Sonhamos com a tal “preliminar” – olha ela ai gente! Existe mesmo! rs.
Não dá pra esperar por mais um centenário para colocarmos aquele shortinho que pagamos com nosso dinheiro “suado” e ainda sermos taxadas de oferecidas. Precisamos mudar o rumo dessa prosa! Vamos continuar estudando e sendo maioria no ensino médio, no superior. Sim! Nós Somos! Vamos votar com sabedoria, escolher com critério nossos representantes. Vamos compartilhar nossa força e juntas sonharmos com um mundo melhor pra nossas filhas, netas, bisnetas. Somos muitas sim, mas somos únicas e especiais e temos o direito a felicidade. Um dia maravilhoso à todas nós! Referência ONU Mulheres.

Comentar