Comportamento

Vamos falar sobre Violência Contra Mulher

No dia 25 de Novembro foi dado início a campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. A mobilização ocorre em mais de 160 países, sendo realizada no Brasil desde o ano de 2003.

Para algumas de nós a violência contra mulher parece uma realidade distante. E, assim, sem percebermos, fechamos os nossos olhos. Já li inúmeras reportagens sobre o tema, me senti indignada com as estatísticas e depoimentos de vítimas. Mas eu nunca cheguei a fazer nada a respeito… isso mesmo, NADA!!

Aquele sentimento constrangedor foi tomando conta de mim: por que não consigo agir diante de uma realidade tão terrível?

Então, parei e pensei: o que é violência contra a mulher?

Assumimos, quase espontaneamente, que violência se restringe ao aspecto físico.

Aí estava o meu grande erro!

A Lei Maria da Penha[1] estabelece que:

Violência contra Mulher é qualquer conduta – ação ou omissão – de discriminação, agressão ou coerção, ocasionada pelo simples fato de a vítima ser mulher e que cause dano, morte, constrangimento, limitação, sofrimento físico, sexual, moral, psicológico, social, político ou econômico ou perda patrimonial. Essa violência pode acontecer tanto em espaços públicos como privados.

Voltando aos números, um indicador chamou a minha atenção. No ano de 2016, 52% das mulheres que sofreram algum tipo violência NÃO procuram ajuda (seja através da Delegacia da Mulher ou pela própria família).

Por que estamos nos calando?

Os aspectos culturais machistas e misóginos vigentes na nossa sociedade normalizam comportamentos abusivos. Isso está tão enraizado em nossos costumes que nós, mulheres, muitas vezes não percebemos.

A luta diária é para que a mulher tenha liberdade e autonomia para fazer as suas próprias escolhas. Não sofrer nenhum tipo de violência por querer usar uma determinada roupa, ir a algum lugar sozinha, ocupar espaços em que historicamente há a prevalência de homens, querer ou não casar ou ter filhos.

O poder transformador está também em nossas mãos!

Vamos gerar plataformas de diálogo e conscientização nas instituições de ensino, no trabalho, em casa, na nossa vida cotidiana.

Vamos exigir mais delegacias especializadas 24hs, profissionais treinados, atendimento humanizado às vítimas e políticas públicas que reforcem e garantam a cidadania da mulher.

O empoderamento feminino que tanto se fala engloba conhecermos os nossos direitos e, principalmente, quando sabemos o que fazer com eles.

A forma que encontrei de agir foi essa. Falar aberta e sinceramente que eu não sabia o que era violência contra mulher, mas que hoje eu sei que posso fazer a diferença na vida de alguém que venha a passar por tal situação e lutar para que isso não aconteça a mais nenhuma de nós.

[1] http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/lei-maria-da-penha/formas-de-violencia

 

Por: Bárbara Ferreira Lopes

 

Imagem Violência Mulher

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